O que a raiva pode fazer

Ir. Mónica María Barraza López

2º de Ciências Religiosas

No século XVII, na França, entre os criados da Grande Mademoiselle havia um italiano dotado de muito talento musical. Como o rei Luís XIV queria vários músicos para a orquestra da corte, foram convocados muitos, até este servidor… Para grande surpresa, acabou se tomando o famoso compositor Jean Baptiste Lully, um dos maiores músicos da época.

Quando Lully regia as peças, fazia-o com um bastão cuja ponta era de ferro, com a qual batia no chão para marcar bem os tempos. Um dia, numa apresentação, enquanto ele regia, um dos instrumentistas perdeu o compasso. Lully tinha um temperamento fortíssimo e, cheio de raiva pelo erro, deu um murro com o bastão. Quando foi ver, o que tinha acontecido? Havia furado o próprio pé com a ponta de ferro. Com o passar do tempo, a ferida infeccionou e gangrenou. Como ele era muito teimoso, não quis amputar a pema. Quando o convenceram, era tarde demais e acabou morrendo.

Quando estivermos frente às diversas situações em que nos vemos tentados de impaciência, em vez de cravar o bastão no próprio pé, façamos uso de um eficaz instrumento que Lully dispensou: o socorro de Nossa Senhora, que ouve muito benevolente todos os pedidos, inclusive o da virtude da paciência.