Pedidos ousados ou conformados?

Bruna Almeida Piva 

1º ano Ciências Religiosas

Em um reino distante, um monarca muito santo sobressaía aos olhos de Deus e do povo por sua admirável bondade.

Certo dia, desejoso de ter algum contato mais próximo com sua gente, decidiu passear pelas pequenas estradas do reino, levando toda a comitiva real.

Ora, já próximo ao fim do percurso, em meio aos últimos clamores de admiração e entusiasmo do povinho fiel, seus olhos pousaram sobre uma criança, um menininho que o fitava pasmo de admiração. Muito condescendente, ordenou que parassem a carruagem e dirigiu-se a ele, dizendo:

– Meu pequeno súdito, a quem quero como a um filho, peça-me algo: diga-me o que queres e eu te darei.

O menino pensou bem e disse:

– Majestade, eu quero um amendoim!

Tomado de surpresa e decepção, o rei, que podia e desejava dar àquele pequenino qualquer maravilha, dirigiu-se a um servo que o acompanhava para que desse a ele um amendoim, e retirou-se para o seu castelo.

O fato causa em muitos certa indignação e inconformidade. Todavia, muitas vezes fazemos nós mesmos o papel dessa criança. Tendo como Pai, não um rei temporal, mas o Deus Onipotente, muitas vezes Lhe dirigimos somente preces inúteis e pequenas, ou mesmo não O invocamos…

Um verdadeiro absurdo! Aquele que por nós Se fez Homem, morreu numa Cruz e ressuscitou, não nos daria qualquer graça, por mais alta e ousada que fosse? Quem disse: “Pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á aberto”, não nos atenderá?

O menino pediu ao rei um amendoim e obteve; mas nós podemos obter de Deus tudo: pediremos somente “um amendoim”?

Com efeito, sem deixar de recorrer a Ele também nas pequenas dificuldades, peçamos: Nossa Senhora dos pedidos ousados, rogai por nós!