A cor da alma

Carolina Amorin Zandoná

2º ano de Ciências Religiosas

Certa vez Plinio Corrêa de Oliveira teceu o seguinte comentário a respeito de uma imagem de Nossa Senhora das Graças: “Esse branco corresponde à cor da alma de Nossa Senhora. A inocência da Sancta Virgo Virginum — que é inocente sem comparação com nada e com ninguém, acima de tudo, exceto de Nosso Senhor Jesus Cristo — se exprime nesse branco de um modo maravilhoso”.[1]

O caro leitor já pensou em meditar sobre as cores? É a isto que o convido, propondo-lhe como tema um desafio: se pudéssemos ver a alma de um Santo, de que cor ela seria?

Para não ficarmos apenas na teoria, voltemos nossa atenção a um exemplo concreto: a vidente de Lourdes, Santa Bernadette Soubirous.

Bernadette, uma pobre camponesinha, filha de um moleiro, com uma inteligência bem limitada e uma saúde muito débil, foi escolhida pela Santíssima Virgem para ser uma verdadeira heroína.

Bem poderíamos comparar a sua alma a um vermelho carmesim, simbolizando sua forte personalidade, decidida a propagar incondicionalmente a mensagem de Nossa Senhora, apesar de todos os revezes que se lhe apresentaram ao longo de sua curta vida. Todas as ingratidões, maus tratos e perseguições de que foi alvo eram, na verdade, elementos de santificação enviados pela Providência que acrescentaram ao vermelho carmesim de sua alma o esplendor áureo do heroísmo.

Somente na eternidade poderemos contemplar a glória e a vitória de todas as lutas dos santos que agora vislumbramos, considerando as cores de suas almas.

[1] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Porte régio e virginal. In: Dr. Plinio. São Paulo: Ano XVI, n. 188, nov. 2013, p. 19.