“O precioso vinho espiritual da santidade”

Ir. Daniela Chacaliaza, EP

Imaginemos que fôssemos contratados para um novo emprego e ninguém nos explicasse o que deveríamos fazer; difícil seria poder exercê-lo com competência.  Ou, então, que comprássemos um aparelho eletrônico de manuseio complicado e que, dentro da caixa, não encontrássemos o manual de instruções. Certamente, nosso desapontamento não seria pequeno, pois quão difícil seria colocá-lo em funcionamento. Que alivio se achássemos um manual!

Na  vida quotidiana, vemos, com frequência, que os homens redigem manuais para facilitar o desenvolvimento dos afazeres humanos. Se isto é assim com os homens, não seria possível que o Criador do Universo, o nosso Pai Celestial, nos privasse de modelos para podermos exercer o papel mais importante desta vida: conquistar o Céu através da luta quotidiana.

Desta maneira, o Altíssimo nos deu um manual que, quando visto e lido através dos olhos d’Ele, é um farol que nos ensina a trilhar os caminhos da vida. Este guia é a natureza. Ora, toda a Obra da Criação foi feita para, de uma ou de outra forma, servir ao homem.

Pousemos, então, nosso olhar num fruto maravilhoso da terra que Deus quis utilizar como matéria para o Sacramento mais sublime: a uva que, depois de passar por certo processo, se transforma em vinho.

Ao analisar o procedimento que se realiza para obter um saboroso vinho, vemos que as uvas devem passar, por assim dizer, por certas circunstâncias difíceis: ao ser levadas ao lagar, elas são esmagadas — pisadas, literalmente —, para produzir esta bebida. Ademais, é um fato digno de ser considerado e ressaltado que não é em todo tempo que as uvas dão seus produtos mais insignes. Existe uma época específica do ano em que a videira dá seus melhores frutos. Curiosamente, enquanto os outros alimentos que a terra produz precisam de um terreno fértil, a boa videira prefere solo seco e pedregoso. Quer dizer, para obter um vinho de boa qualidade, é preciso a videira ter nascido em condições aparentemente adversas.

Assim também é o ser humano. Para florescerem heróis, muitas vezes, Deus permite e quer que estes passem, in tempore opportuno, pelas situações mais adversas e por dores tremendas. De fato, a História nos prova quão mais valiosos são os varões ou mulheres que foram submetidos pela Providência a terríveis sofrimentos e provações. Sendo esta terra um vale de lágrimas, é preciso que os homens passem pelas cruzes para alcançar o prêmio esperado.

“E, de fato, tal como o fruto da videira necessita ‘sofrer’ e ‘esperar’ para alcançar o requinte de seu próprio sabor, assim é o ser humano: para adquirir a plenitude de sua personalidade, não requer comodidades nem prazeres, mas padecimentos e docilidade à vontade divina. O sofrimento é, pois, um valioso bem para o homem. […] Com a dor, o ser humano sai de seu egoísmo, compreende a sua contingência e se abre para o sobrenatural. […] O sofrimento bem aceito produz o precioso vinho espiritual da santidade”.[1] E assim, seguindo o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, é pela cruz que o homem chegará à luz.

[1] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Editorial. Dr. Plinio, São Paulo, ano 14, n. 164, nov. 2011, p. 4.

Cápua: preciosa lição de vida espiritual

AnibalIrmã Clara Isabel Morazzani Arráiz, EP

Aníbal foi um excelente general, astuto e ao mesmo tempo ousado. No entanto, no momento mais dramático de sua grandiosa campanha militar, faltou-lhe a prática de uma importantíssima virtude.

Roma, a invencível, a poderosa, tremia… Num só dia perdera o escol de seus soldados e de sua cavalaria; deixara sobre o campo de batalha 50 mil mortos e vira cair nas mãos de seus inimigos mais de 10 mil prisioneiros. A soberba rainha das nações sofrera o maior desastre militar de toda a sua história. E a derrota não se limitava a estas conseqüências: era de temer- se que o adversário, alentado pela recente vitória, alcançada de forma tão fulminante, continuasse sua marcha triunfal até as portas da Cidade Eterna, derrubando sua supremacia e mudando completamente os rumos do Ocidente.

Quem era o contendor que ousava opor resistência ao glorioso avanço das legiões romanas, levando sua audácia ao extremo de desafiá-las no coração de seu poderio? Quem era este que, num golpe estratégico magistral, se aventurara a frear a colossal força de Roma e agora a mantinha numa humilhante incerteza?

Aníbal e a campanha contra Roma

Havia já muitos anos, uma rivalidade surgira entre as duas potências da Antigüidade: Roma e Cartago. Não poupara a primeira, em seu ímpeto conquistador, os territórios da segunda situados nas ilhas de Sicília, Córsega e Sardenha, ocasionando a Primeira Guerra Púnica. Se Roma havia conseguido ampliar suas fronteiras, comprara ao mesmo tempo uma inimiga irreconciliável que nutria um profundo desejo de vingança.

Em Cartago, entre os mais acirrados na oposição a Roma, achava-se a dinastia dos Barca, cujo chefe, Amílcar, distinguira-se por sua coragem e determinação ao longo das campanhas militares na Península Ibérica. Conta a tradição que ele obrigou seu filho Aníbal, de nove anos, a jurar diante dos altares dos deuses ódio eterno aos romanos.

Pode-se dizer que a partir daí a vida de Aníbal não foi mais que o estrito cumprimento de sua promessa. Educado por seu pai nas rudes façanhas da guerra na Hispânia, o jovem descendente dos Barca reunia predicados aparentemente contraditórios: sabia aliar a astúcia à energia, o maior dos entusiasmos a um cálculo frio e sagaz; era ao mesmo tempo o melhor dos peões e o mais hábil dos cavaleiros, o primeiro no ataque e o último na retirada.

Após a morte de seu pai e de seu cunhado, o exército cartaginês o elegeu general quando tinha apenas vinte e um anos. Aníbal revelou-se um excelente estrategista, demonstrou logo seu gênio improvisador nos combates e realizou verdadeiras proezas. Rompendo a trégua temporária que havia entre Cartago e Roma, atacou várias cidades pertencentes a esta na Hispânia, saindo sempre vencedor.

Em 218 decidiu pôr em prática o sonho temerário de tomar Roma e destruir por completo sua primazia. Os romanos conheciam as intenções do jovem general e o esperavam no marcom uma numerosa frota; entretanto Aníbal, temendo ser derrotado numa batalha naval onde a superioridade de seus inimigos era patente, preferiu levar suas tropas por terra através da Hispânia e da Gália. Reuniu um exército de 100 mil guerreiros com 37 elefantes, transpôs o Ródano, os Pirineus e os Alpes, estes últimos cobertos de neve e cheios de perigos e obstáculos. Grande parte dos soldados pereceu ao longo da viagem, mas o general não se intimidou, e recrutou gauleses para reparar as perdas sofridas.

Seu avanço militar pela Itália foi marcado por uma série de êxitos extraordinários. Chegando a Ticino, venceu o cônsul Cornélio Cipião e pouco mais tarde, em Trébia, infringiu uma vergonhosa derrota à legião comandada por Semprônio. No ano seguinte, obteve nova vitória às margens do lago Trasímeno, contra as forças lideradas pelo cônsul Flamínio. Com a chegada da notícia dessa batalha, o terror espalhou-se em Roma. Quinto Fábio Máximo, eleito ditador, pôs a cidade em estado de defesa e reuniu às pressas um novo contingente com o intuito de conservar ao menos a capital.

Não obstante essas medidas de prudência tomadas por Fábio Máximo, o general púnico conseguiu atrair os cônsules Terêncio Varrão e Paulo Emílio a uma batalha em Cannas, em campo aberto, como era bem do seu gosto, pois sempre vencia nesse tipo de combate. Aníbal dispôs seus africanos, gauleses e íberos em ordem de batalha, armados de longas espadas e afiados alfanjes. A luta foi encarniçada. De ambos os lados, os guerreiros combateram heroicamente, mas Aníbal, apesar da inferioridade numérica de seu exército, saiu vencedor. Como afirmamos acima, Roma sofreu aí a pior derrota da história da República e viu cair sob os golpes dos cartagineses a fina flor de sua força combatente.

O exército cartaginês se detém em Cápua

Após a batalha de Cannas, muitos contemporâneos pensaram que Roma chegara ao fim de sua glória, e alguns de seus aliados italianos, julgando- a perdida, decidiram unir-se a Cartago. A queda da capital parecia uma conseqüência natural do avanço cartaginês.

Entretanto, deu-se o inesperado: ao invés de lançar-se sobre a cidade no momento em que ela se achava indefesa e sem coordenação militar, Aníbal preferiu retirar-se para Cápua (uma das cidades que lhe haviam aberto as portas) a fim de ali passar o inverno e conceder um merecido descanso às suas tropas. Sem dar ouvidos às sugestões de seus oficiais, de logo invadir Roma, e aos acertados avisos de seu lugar-tenente Maarbal que lhe dizia: “Tu sabes vencer, Aníbal, mas não aproveitar da vitória”, ele deixou-se ficar em Cápua, gozando de uma vida ociosa e devassa. Seus soldados, que estavam no auge do furor bélico, ficaram de repente sem motivação por verem o próprio chefe abandonar seus objetivos para dedicar- se ao descanso, e entregaram-se aos prazeres de uma vida fácil, a ponto de, entre os romanos, dizer-se que eles “tendo entrado homens, saíram transformados em mulheres”.

Era o toque de finados do sonho cartaginês: Aníbal cometera um erro irreparável. Ao facilitar o repouso e o relaxamento de seus valentes, concedendo-lhes tudo quanto quisessem, julgava que eles adquiririam assim um redobrado vigor para se jogarem de novo sobre o adversário. Entretanto, o resultado foi precisamente o contrário: de tanto descansar no meio dos prazeres, eles amoleceram e perderam o desejo de vencer. A inação dos cartagineses em Cápua deu aos romanos oportunidade de reagrupar suas forças e iniciar uma hábil contra-ofensiva, hostilizando a retaguarda africana e cortando-lhe o aprovisionamento. Aníbal jamais chegaria a entrar em Roma.

Profunda lição de vida espiritual

Após ter cruzado toda a Península Ibérica, transposto os Alpes e enfrentado vitoriosamente os poderosos exércitos romanos, o enérgico general africano sucumbiu em Cápua. O que, exatamente, teria acontecido?

“Finis coronat opus” (o fim coroa a obra), diz o provérbio latino. Aníbal confiou demais nas suas próprias forças e já deu a vitória por obtida quando pouco lhe faltava para alcançar o termo final. Sem ter atingido o seu objetivo último, todas as suas lutas anteriores ficaram tremendamente destituídas de brilho e até mesmo, de certo modo, sem sentido.

Ele foi um excelente general, astuto e ao mesmo tempo ousado. No entanto, no momento mais dramático de sua grandiosa campanha militar, faltou-lhe praticar a virtude que dispõe a razão a discernir em qualquer circunstância nosso bem, e a escolher os meios adequados para realizá-lo: a prudência.
“O homem prudente vigia seus passos” (Pr 14,15), afirma a Sagrada Escritura. São Tomás, citando Aristóteles, ensina que a prudência é a “regra certa da ação” 1 . Ela é chamada “auriga virtutum” (o cocheiro, ou o portador, das virtudes), porque conduz as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. Graças à prudência, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar 2 .
Onde falhou Aníbal? Tivesse ele sido prudente, teria considerado quanto risco havia em entregarem-se, ele e seus soldados, aos devaneios das paixões que Cápua oferecia, desviando-se assim de primordial, a conquista de Roma. A ele — que era pagão e desconhecia os salutares preceitos da moral cristã — teriam bastado os ensinamentos de Aristóteles, o qual previne os imprudentes contra o risco dos prazeres desregrados: “O deleitável e o triste pervertem no coração o conceito da prudência” 3 .

Mas o Cristianismo vai muito além. Na Suma, o grande São Tomás disserta sobre a prudência de modo completo e profundo. E é muito claro ao afirmar que ela se perde, não tanto por distrações ou esquecimentos, mas, sobretudo, quando é enleada pelas paixões: “A prudência não desaparece diretamente pelo esquecimento. Ela, ao invés, corrompe-se pelas paixões” 4 .
Deste fato histórico passado na antiqüíssima cidade itálica tiramos, sem dúvida, uma preciosa lição. Ele é útil tanto para quem adotou o estado religioso quanto para os cristãos que vivem na sociedade. A entrega a um vício, a uma paixão, por pequena, fugaz e sem importância que pareça, é sempre uma imprudência que pode arruinar anos de uma bem-levada vida devota. Pode destruir uma empresa, um casamento ou uma família, uma juventude brilhante ou uma respeitável maturidade. Quantas “Cápuas” não terão destituído da coroa da dignidade pessoas que passaram uma existência inteira na observância dos melhores preceitos morais, levando-as até a terem vergonha de si mesmas?

O exemplo da derrota do infeliz Aníbal e, sobretudo, os sábios ensinamentos da Santa Igreja, são um sério e irrecusável convite a todos nós, no sentido de nunca fraquejarmos na prudente vigilância e no combate às más paixões. Além disso, nunca será demais recordar que nenhuma virtude pode ser estavelmente praticada sem o precioso auxílio da graça. Mas esta jamais será recusada àqueles que a pedem com insistência e confiança, sobretudo quando pela intercessão de Maria Santíssima. Sejamos prudentes e confiantes, e não haverá “Cápua” a nos desviar do caminho da eterna salvação.

1) Suma Teológica II-II, q. 47, a. 2.
2) Cf. CIC n. 1806.
3) In VI Ethic.
4) Suma Teológica, II-II q. 47, a. 16.

O desenvolvimento da vida espiritual

STeresa_dAvilaIrmã Maria Cecília Seraidarian, EP

Em sua Teologia da Perfeição Cristã, o Pe Royo Marín (1968, p 273) salienta que :

Cada alma segue seu próprio caminho rumo à santidade sob a direção e o impulso supremo do Espírito Santo. Não há duas fisionomias inteiramente iguais no corpo nem na alma. Contudo, os mestres da vida espiritual tem tentado diversas classificações atendendo às disposições predominantes das almas, que não deixam de ter sua utilidade ao menos como ponto de referência para precisar o grau aproximado de vida espiritual em que se encontra uma determinada alma. (…)

São três, parece-nos, as principais classificações que foram propostas ao longo de toda a história da espiritualidade cristã: a clássica das três vias: purgativa, iluminativa e unitiva; a do Doutor Angélico, baseada nos três graus de principiantes adiantados e perfeitos; e a de Santa Teresa de Jesus em seu genial Castelo interior ou livro das Moradas.

A obra de Santa Teresa de Jesus, Castelo interior ou Moradas, é tomada como exemplo pela maioria dos autores de vida espiritual, pois explica de modo excelente as fases da vida cristã rumo à santidade, baseando-se nos graus de oração. Esta Doutora da Igreja compara a alma a um castelo e os diversos graus da vida espiritual, aos aposentos desse castelo: “consideremos nossa alma como um castelo, feito de um só diamante ou de limpidíssimo cristal. Neste castelo existem muitos aposentos, assim como no céu há muitas moradas” (1981, p. 19).

Santa Teresa divide o desenvolvimento da vida espiritual em sete moradas:

a) Primeiras Moradas (ibidem, p. 19-37) – considera a beleza de uma alma em estado de graça e lamenta aquelas almas que jamais entram no castelo, ficam ao redor dele, obstinadas no pecado. Afirma ainda que a porta de entrada desse castelo é a oração. Trata da hediondez de uma alma em estado de pecado mortal e da importância da humildade e do conhecimento de si mesmo, através do conhecimento de Deus. Adverte também sobre as artimanhas do demônio para impedir que as almas progridam dessas primeiras moradas para as seguintes. Nesse estágio, as almas desejam não ofender a Deus e praticar boas obras, no entanto, estão ainda absorvidas pelo mundo.

b) Segundas Moradas (ibidem, p. 41-49) – aqui as almas já se preocupam em servir a Deus, fogem das distrações fúteis e buscam uma vida de oração e recolhimento, embora com muitas quedas e falhas. Têm aversão ao pecado mortal, porém, pouco cuidado em evitar as ocasiões. Sofrem por sentirem cada vez mais claro o chamado de Deus e não terem ânimo suficiente para se entregarem inteiramente. Nesta fase, a Santa encoraja-as a não desanimarem diante dos ataques do demônio mas serem humildes e se confiarem à Misericórdia Divina, a fim de perseverarem.

c) Terceiras Moradas (ibidem, p. 53-68) – nestas moradas as almas passam a ter mais oração e recolhimento, evitam os pecados veniais e fazem penitência. Quando são provadas pelo Senhor com securas e aridezes, desanimam porque ainda são débeis. Aconselha a estas almas a fuga das ocasiões e a perseverança na humildade e na oração, sem fazer caso de provações ou de consolações.

d) Quartas Moradas (ibidem, p. 71-95) – é nesta etapa que ocorre a transição da ascética para a mística. As tentações trazem benefícios e são ocasião de mérito. Tem-se o início das orações contemplativas. Santa Teresa ressalta a importância de crescer no amor, condição para progredir às moradas seguintes.

e) Quintas Moradas (ibidem, p. 99-130) – a Santa Doutora descreve longamente a união da alma com Deus na oração contemplativa. A experiência mística é intensificada e aumentam as purificações passivas. As almas experimentam grande amor ao próximo e têm necessidade de muita vigilância para não cair nas sutilezas do demônio.

f) Sextas Moradas (ibidem, p. 133-224) – nesta fase as almas recebem grandes favores e padecem terríveis provações; Deus opera maravilhas naqueles que alcançam estas moradas. O amor a Deus é levado até o esquecimento de si mesmo. Os fenômenos místicos se multiplicam. As almas têm desejo de unir-se intimamente a seu Senhor, abandonando esta vida.

g) Sétimas Moradas (ibidem, p. 227-260) – Perfeição – dá-se o “matrimônio espiritual”, a união transformante em que a alma se faz uma com Deus, sente em si a inabitação da Santíssima Trindade. As almas atingem um estado de paz e tranqüilidade inalteráveis, preocupam-se unicamente com a glória de Deus.

Diante dessa impressionante descrição de Santa Teresa de Jesus, um dos luminares da mística experimental, percebe-se o belo mas árduo caminho a percorrer para alcançar a santidade, uma vez que é preciso arrancar da alma todo o apego às coisas terrenas e o apego a si mesmo para poder seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo (Lc 9, 23): “se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (BÍBLIA SAGRADA, 1996). Sem um constante auxílio de Deus, que com sua graça atrai as almas, sustenta-as e faz avançar nas vias da santidade, não seria possível ao homem chegar à perfeição por suas próprias forças.