O primeiro sábado do mês…

Ir. Mariella Emily Abreu Antunes

Nas aparições de Fátima em 1917, Nossa Senhora anunciou que, para impedir as calamidades por Ela profetizadas, viria postular a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora aos primeiros sábados. Esta promessa cumpriu-se no dia 10 de dezembro de 1925, quando a Santíssima Virgem apareceu aos pastorinhos com o Menino Jesus, e Ele lhe disse:

— Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para tirá-los!

Nossa Senhora então mostrou seu Imaculado Coração à vidente, dizendo-lhe:

— Vê, minha filha, o meu Coração cercado dos espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vem Me consolar. Diz que todos aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando num dos mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação de suas almas.

Meses depois, apareceu-lhe novamente o Menino Jesus perguntando se ela estava divulgando a devoção. A Irmã Lúcia respondeu que a Superiora lhe punha muitos obstáculos para isso e que o Confessor havia dito que tal devoção não seria nenhuma novidade para a população de Portugal, pois muitas pessoas já comungavam aos primeiros sábados em honra a Nossa Senhora, completando um número de quinze sábados em atenção aos quinze mistérios do Rosário.

Ouvindo isso, o Menino Jesus ponderou:

— É verdade que muitas almas praticam essa devoção, mas o fazem apenas com o intuito de receber as graças que lhes são prometidas. Agradam-Me mais os cinco sábados com fervor e com o desejo de desagravar o Coração de minha Mãe, do que os quinze sábados com tibieza, egoísmo e presunção…

Eis aí uma divina queixa de Nosso Senhor em favor de sua Santíssima Mãe. Cabe-nos, agora, a pergunta: em qual categoria de almas devotas me encontro?